segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A VISITA DA SRª MERKEL

Apesar das excitadas notícias que a nossa 
comunicação social comunica, que provocam nos espíritos simples dos 
portugas confusões comprometedoras, a visita da chanceler alemã veio 
trazer uma certa acalmia ao ambiente conturbado das últimas semanas. É 
que mau grado os convénios esquerdistas apelando à morte da senhora e 
as cartas abertas que nenhum dos subscritores teria coragem de 
subscrever sozinho maldizendo a sua visita, o amor-próprio lusitano 
sentiu-se afagado com a importancia que a "gnaedige Frau" deu aos 
portugas, dignando-se aterrar na Portela, mesmo que por escassas 
horas. 
O reflexo da entrevista concedida à repórter 
portuguesa em Berlim e passado à exaustão nas televisões portuguesas, 
salientando ela não ter nada que ver com a elaboração do programa da 
troika (que como se sabe é da responsabilidade das entidades 
interventoras e do governo portugues - este e o anterior) deu aos 
portugas uma certa noção de injustiça feita relativamente à senhora, 
perpetrada nos comentários negativos na imprensa dos ultimos dias e 
nas manifestações orquestradas pelas esquerdas nas ruas. Os 
portugueses reconhecem os seus erros e são suficientemente humildes 
para o fazerem, infelizmente sempre muito tarde e sem qualquer 
proveito. A vinda da senhora até junto deles (ou de quem os 
representa) deu-lhes a oportunidade para fazerem falar os sentimentos 
antes de darem largas aos seus instintos. Compreende-se (e ela mais do 
que ninguem pelas responsabilidades que tem) que portugueses, gregos e 
quejandos estejam desesperados por serem obrigados a pagar pelos 
disparates que cometeram durante décadas, mas seria mais dificilmente 
compreensivel aceitar culpas, quando uma pessoa se sente mordida na 
mão que alimenta a besta. De mal-agradecidos está o inferno cheio, 
como diz sabiamente o povo. E ao contrário dos gregos, os portugas não 
querem passar por mal-agradecidos. 
O pequeno grupo de empresários alemães que 
acompanha Frau Merkel já vem com planos (ao contrário das hordas de 
empresários portugueses que geralmente acompanham os presidentes da 
Republica nas suas visitas turisticas) preparados com antecedencia e 
dentro dos apertados limites que a capacidade de desenvolvimento 
portugues hoje oferece. Saibam os seus congéneres lusitanos e o 
governo que os representa estabelecer com eles os laços económicos 
necessários para fazer finalmente sair Portugal deste enorme fosso 
para onde inconscientes e aldrabões empurraram os portugas sérios e 
trabalhadores que ainda há em Portugal. Saibamos aproveitar esta 
visita com espírito aberto e construtivo e não nos deixemos levar nas 
cantigas destrutivas e fantasistas dos amanhãs que cantam e das 
solidariedades bacocas. 


ALBINO ZEFERINO 12/11/2012 

Sem comentários:

Enviar um comentário